quinta-feira, 16 de junho de 2011

Comércio de indulgências Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


comércio de indulgências ou a venda indulgências viu a possibilidade daIgreja Católica Romana, vender indulgências (do latim indulgere, "concessão"), isto é, a remissão total ou parcial, perante Deus, da pena temporal suportada por umpecado perdoado. Esta prática remonta ao século III recebe uma definição legal nos decretos papais, no século XII. A indulgência obtida em troca de um ato de piedade (peregrinaçãooraçãomortificação) ao longo do tempo vai se tornar um negócio lucrativo.
"Acreditava-se que Cristo em pessoa, a Virgem Maria e muitos santos tivessem ganhado, durante sua vida, um surplus de mérito que poderia ser distribuído entre os cristãos menos praticantes da fé e que haviam, ao contrário deles, acumulado um déficit em razão dos pecados cometidos, e, para expiá-los, deveriam passar um longo período de tempo no Purgatório. Os papas, depositários, através de Pedro, das chaves da Igreja, tinham acesso a esse tesouro e podiam estendê-lo aos pecadores que precisassem de uma diminuição na pena. Estes podiam, assim, privar-se de parte das riquezas acumuladas durante a vida terrena e receber em troca a riqueza espiritual dos santos. Mesmo não sendo possível comprar a salvação, podia-se, no entanto, pagar pela remissão (mesmo total) da pena." [1]
Em termos populares, as indulgências eram um passaporte para o céu sendo certo que, para recolher benefícios, a Igreja não contrariava convenientemente esta explicação. No início do século XVI, o sistema envolvia vastas somas de dinheiro e de interesses financeiros internacionais, agravados pelas circunstâncias de 1517. Para Roma, a venda tornara-se uma fonte de rendimentos regulares e extraordinários.